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Alonso Bate o Punho pela Aston Martin e Newey

Imagine que você apostou sua última ficha em uma parceria que prometia revolucionar a Fórmula 1 — e então a pré-temporada desmorona diante dos seus olhos. É exatamente essa a sensação que paira sobre o paddock quando o assunto é a Aston Martin em 2026. Mas Fernando Alonso não está disposto a aceitar o pessimismo, e suas palavras viraram o tema mais quente das conversas nos bastidores de Barcelona e do Bahrein.

O Colapso Que Ninguém Queria Ver

A realidade dos testes de pré-temporada foi cruel para a equipe de Silverstone. O AMR26, primeiro carro projetado por Adrian Newey na Aston Martin, acumulou problemas sérios de confiabilidade com a nova unidade de potência Honda — falhas inexplicadas, anomalias de dados, troca de motor no meio dos testes e até uma falha na bateria que encerrou prematuramente os dias de pista no Bahrein. A equipe completou apenas 334 voltas em seis dias de testes, o menor número entre todas as equipes do grid.

Para piorar, Lance Stroll jogou uma bomba na imprensa ao admitir que o AMR26 está cerca de quatro segundos atrás dos líderes, um número que gelou o sangue dos torcedores e alimentou o falatório de que a mais ousada aposta da categoria pode ter saído pela culatra antes mesmo da primeira bandeirada.

A Defesa Mais Apaixonada do Paddock

Foi aí que Fernando Alonso entrou em cena com a autoridade de quem sobreviveu a décadas de batalhas na Fórmula 1. Questionado sobre a situação delicada da equipe, o espanhol foi direto: “Não há questionamento sobre o lado do chassi. Depois de mais de 30 anos de Adrian dominando o esporte, não é que ele vai esquecer tudo em um ano.” A frase reverbera nos corredores do paddock como um murmurio de confiança — ou seria teimosia? — de um piloto que claramente acredita no gênio que o cercou.

Alonso reconhece que a unidade de potência Honda é o calcanhar de Aquiles do momento, admitindo que ainda falta entendimento sobre os regulamentos e o que a nova era energética exige. Mas no que depende do chassi — e portanto, de Newey — o bicampeão mantém a fé intacta.

Melbourne Como Teste de Fogo

Com a abertura do campeonato marcada para 8 de março em Melbourne, na Austrália, o tempo para ajustes é curto e a pressão é enorme. A Honda já admitiu publicamente as falhas e prometeu esforço conjunto entre HRC Sakura e o centro técnico da Aston Martin em Silverstone para corrigir as deficiências antes do GP da Austrália.

O que está em jogo não é apenas um bom resultado inicial — é a credibilidade de um projeto que custou centenas de milhões e trouxe Adrian Newey, o maior projetista da história da categoria, para usar sua genialidade a favor do verde de Silverstone. Se a confiança de Alonso se confirmar em pista, a temporada de 2026 pode guardar surpresas que hoje parecem impossíveis. Acompanhe o Paddock Vip e não perca nenhum capítulo dessa história que promete ser eletrizante.

Redação

Jetec Infor

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