O dia curto de Bortoleto na pista catalã
Gabriel Bortoleto completou apenas 27 voltas no Circuito de Barcelona-Catalunha nesta segunda-feira (26 de janeiro), antes de um problema técnico forçar a parada do carro R26 por precaução, conforme a própria Audi. O brasileiro, em sua estreia oficial com a equipe de fábrica alemã, rodou pela manhã testando itens básicos, mas a falha limitou drasticamente o programa, gerando uma bandeira vermelha prolongada de mais de 20 minutos. Apesar do contratempo, Bortoleto manteve a calma em entrevista pós-sessão, destacando que shakedowns como esse servem exatamente para expor e corrigir fraquezas antes dos testes televisionados no Bahrein.
Declarações do brasileiro: otimismo apesar dos perrengues
“Foi bom voltar à pista e começar a conhecer o R26, testando a unidade de potência e os novos regulamentos”, disse Bortoleto, admitindo que os problemas eram esperados em um carro novinho sob regras revolucionárias de 2026. Ele enfatizou o aprendizado nas poucas voltas: “Já tiramos lições valiosas e o foco agora é resolver isso para voltar com mais quilometragem nos próximos dias”. A Audi confirmou que identificou a questão e optou pela segurança, evitando riscos maiores, algo que fontes no paddock veem como sinal de maturidade para uma equipe estreante na elite.
Sete equipes na pista: bandeiras vermelhas e destaques rivais
Sete times marcaram presença no shakedown fechado ao público: Red Bull, Mercedes, Racing Bulls, Alpine, Haas, Audi e Cadillac, com Bortoleto terminando em último na tabela parcial de tempos (1m25.296s), atrás de líderes como Isack Hadjar (Red Bull, 1m18.835s) e Andrea Antonelli (Mercedes). Problemas não foram exclusivos da Audi — o Alpine de Franco Colapinto também parou e provocou a primeira bandeira vermelha da temporada —, mas o Haas rodou impressionantes 66 voltas com motor Ferrari, enquanto a Cadillac estreou com Valtteri Bottas. Williams e Aston Martin optaram por pular os dias iniciais, priorizando o Bahrein em fevereiro.
Bastidores da Audi: pressão sobre o brasileiro e o projeto R26
Nos murmúrios do paddock, há especulação de que os gremlins no R26 — possivelmente ligados à nova unidade de potência ou adaptações aos regulamentos mais sustentáveis de 2026 — colocam Bortoleto sob holofote extra como o “novato esperança” da América do Sul. Rivalidades já pipocam: enquanto Mercedes e Red Bull somam voltas e dados, a Audi precisa acelerar o desenvolvimento para não repetir os atrasos de anos passados, com Nico Hülkenberg possivelmente assumindo o carro nos dias seguintes. Fontes próximas à equipe falam em “dia razoável pela manhã”, mas admitem que o curto tempo de pista frustra planos iniciais.
Impacto no campeonato 2026: lições para a briga pelo título
Esses percalços iniciais em Barcelona podem definir o tom da pré-temporada para Bortoleto e a Audi: resolver problemas agora significa evitar surpresas nas corridas reais, onde rivais como Hadjar (Red Bull) e Antonelli (Mercedes) já mostram eficiência em coletar dados. Para o brasileiro, que vem de uma ascensão meteórica da F2 para a F1, o shakedown reforça sua maturidade — ele mesmo disse que “isso faz parte do processo” —, mas aumenta a expectativa por voltas limpas nos próximos dias e no Bahrein. Em um grid renovado com Cadillac e regulamentos que prometem corridas mais imprevisíveis, qualquer demora técnica pode custar pontos preciosos na luta pelo pódio.
E aí, torcedor do Paddock Vip: você acha que os problemas da Audi com Bortoleto são só “acidente de percurso” ou sinal de alerta para 2026? Deixa seu comentário abaixo e fica ligado no site para atualizações quentes dos testes em Barcelona — a gente traz os bastidores que ninguém mais vê!
