O “pânico” que incomodou o CEO
Nos bastidores, as críticas às novas regras de 2026 cresceram ainda durante os testes de pré-temporada no Bahrein, principalmente pelo medo de a mudança mexer demais na forma de correr e ultrapassar. Domenicali foi direto: disse que não entende o “pânico” em torno do novo regulamento e garantiu que vêm “corridas incríveis” e muita ação.
O pacote de 2026 é uma reforma grande: motor elétrico mais forte, combustíveis sustentáveis e um equilíbrio ambicioso entre energia elétrica e combustão. E aí apareceu a dor de crescimento: nos testes do Bahrein, houve momentos em que os carros não tinham energia suficiente para andar “flat out” a volta inteira, o que alimentou dúvidas sobre retas, ultrapassagens e até diferenças de velocidade entre carros em certas situações.“Calma”: o recado interno da F1
Domenicali também citou que a discussão não é empurrada para debaixo do tapete: ele afirmou que houve conversa aberta na Comissão da F1 sobre soluções para o tema da energia e que novas reuniões estão no radar antes do início da temporada. No fundo, a mensagem é política e técnica ao mesmo tempo: não é negar o problema — é dizer que o “sistema” (FIA, equipes e FOM) vai ajustar o que for necessário sem histeria.O argumento histórico (2014, 2017, 2021)
Para tentar recolocar tudo em perspectiva, Domenicali lembrou que outras grandes viradas também começaram com desconfiança, como 2014, 2017 e 2021, e que o tempo costuma “assentar” a nova era. Ele ainda aposta que, quando o campeonato engrenar e o grid entender como extrair performance, a opinião geral sobre os carros deve mudar ao longo do ano — “isso é normal na Fórmula 1”, nas palavras dele.
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