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F1: McLaren alerta sobre largadas perigosas em 2026

Nos bastidores, a mensagem da McLaren foi direta: não é uma reclamação sobre desempenho, é sobre evitar confusão no grid. Andrea Stella tem defendido que a Fórmula 1 precisa ajustar o procedimento de largada antes que o problema apareça em rede mundial — e, pior, com carros se encontrando na primeira freada por causa de uma arrancada imprevisível.

A raiz do tema está nos regulamentos das unidades de potência para 2026. Com a retirada do MGU-H, algumas soluções que ajudavam a suavizar a entrega de potência e reduzir o famoso “buraco” do turbo deixam de existir. Resultado prático: pilotos foram vistos mantendo o motor “cheio” por mais tempo e em rotações mais altas depois da embreagem, tentando driblar o turbo lag e garantir que o carro não fique vulnerável no momento mais crítico do fim de semana.

O “efeito sanfona” que assusta o paddock

A preocupação não é teórica. Em uma largada, qualquer hesitação vira efeito dominó: quem arranca bem precisa desviar, quem vem atrás reage tarde, e o pelotão compactado transforma metros em milésimos — e milésimos em toque. O que a McLaren teme é um cenário em que a diferença entre uma boa e uma má largada deixe de ser “ganhei tração” e passe a ser “meu carro quase entrou em anti-stall e eu virei alvo”.

Oscar Piastri foi um dos mais contundentes ao descrever o risco: para ele, o que antes custava uma posição ou duas pode virar um tombo de seis ou sete lugares, no estilo de categorias de base como a Fórmula 2, quando a largada dá errado e o piloto fica “sentado” enquanto o trem passa. E aí está o ponto que deixa a conversa ainda mais nervosa: se um carro hesita e outro vem embalado, a chance de uma largada desordenada cresce — e junto cresce a pressão por uma intervenção rápida.

“Isso é maior que o competitivo”, diz Stella

Stella tem martelado uma ideia que costuma pesar muito nas discussões com a FIA: existem assuntos que estão acima do jogo político de performance. Na visão dele, se um ajuste simples no procedimento pode manter o grid mais previsível e seguro, então a decisão lógica é agir agora — não depois de um susto.

Nos corredores, a leitura é que a FIA vai precisar equilibrar dois interesses: preservar a identidade “raiz” da largada (com o piloto controlando tudo) e, ao mesmo tempo, impedir que o novo comportamento do power unit crie uma loteria. Seja via mudança de parâmetros do sistema, seja via uma orientação mais padronizada de operação, o paddock quer clareza — porque largada é o tipo de detalhe que decide corrida e, em dias ruins, decide o tamanho do prejuízo.

Com a temporada 2026 batendo na porta e o GP da Austrália marcado para 8 de março, a cobrança só tende a aumentar. E você: a F1 deve mexer no procedimento para reduzir o risco, ou isso faz parte do desafio “de piloto” que não pode ser domesticado? Comente e siga acompanhando o Paddock Vip para mais bastidores e atualizações — esse tema ainda vai render.

A matéria completa está em paddockvip.com.br — e vem mais atualização por aqui.

Redação

Jetec Infor

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