A pergunta que ecoou no paddock após o Bahrein foi simples e incômoda: dá para largar com segurança com os carros de 2026 do jeito que a Fórmula 1 sempre fez? A FIA respondeu com um recado calculado: nada de mudança imediata nas largadas “num primeiro momento”, porém com testes e avaliações já em andamento para evitar sustos no apagar das luzes.
O estopim: motor fora da “janela” perfeita
Depois da primeira semana de pré-temporada no Bahrein, equipes alertaram que, com as novas regras, o procedimento atual pode não dar tempo suficiente para colocar a unidade de potência no ponto ideal antes da largada. O temor é bem direto: se o motor não estiver na rotação/pressurização certa, o carro pode hesitar, anti-estolar, ou simplesmente sair “morto” — e aí o risco de confusão e toque na primeira freada vira um fantasma real.
A reunião que ferveu: Comissão da F1 em ação
O tema entrou na pauta de uma reunião da Comissão da Fórmula 1, junto de discussões mais amplas sobre ajustes do regulamento que estreia em 2026. A FIA disse que, como acontece em mudanças grandes, ainda há “aprendizados coletivos” a extrair dos testes, e que equipes, fabricantes, FIA e FOM se comprometeram a trabalhar nos pontos técnicos antes da abertura do campeonato em Melbourne.
O que a FIA já decidiu (e o que não decidiu)
O tom do comunicado foi de freio de mão puxado: a FIA afirma que não são necessárias grandes mudanças regulamentares imediatas, porque as evidências e o feedback ainda são “incipientes”, e uma alteração precipitada poderia gerar instabilidade antes da primeira corrida. Ao mesmo tempo, deixou claro que haverá novas análises conforme mais dados apareçam — e isso, no dialeto do paddock, significa “ninguém está totalmente tranquilo ainda”.
Largada: oficialmente igual, na prática em observação
A frase-chave foi objetiva: houve “conversas e propostas construtivas” focadas no procedimento de largada, e, por isso, uma avaliação mais aprofundada de atualizações dos sistemas de corrida e do gerenciamento a bordo será feita durante os testes em curso no Bahrein. Na prática, o paddock ganha um período de “observação oficial”: nada muda no papel agora, mas tudo pode mudar rápido se os dados mostrarem risco real ou confusão repetida.
O efeito colateral é óbvio: se a largada virar variável, a tensão entre equipes também vira — porque qualquer mudança no procedimento pode favorecer quem resolveu o problema no hardware (turbo/controle) e punir quem contava com uma regra diferente.
Comenta aqui: você acha que a FIA está certa em segurar a mudança até juntar mais dados, ou era caso de mexer já para evitar acidente em Melbourne?
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