Imagina que o time que dominou a Fórmula 1 em 2025 esteja, ao mesmo tempo, acumulando talentos e criando um congestionamento perigoso no próprio funil rumo ao grid principal. Será que a nova geração papaya vai ter espaço quando as vagas “lá em cima” parecem trancadas a cadeado?
McLaren júnior em ebulição
A McLaren sai de uma temporada em que Norris e Piastri seguem firmes como dupla titular, ambos protegidos por contratos de longo prazo e ritmo de campeão, o que deixa o caminho para o F1 “bloqueado” no curto prazo para qualquer júnior sonhador. Isso ajuda a explicar por que 2025 viu um vaivém intenso no programa de desenvolvimento, com nomes importantes saindo por falta de perspectiva clara de promoção e outros chegando já com pedigree de campeão.
No meio desse falatório de paddock, o recado interno é simples: a McLaren não promete assento na F1, promete estrutura de elite, simulador de ponta e exposição em finais de semana de GP – quem quiser subir, que provoque um problema bom para o time nas próximas decisões de contrato.
Quem saiu batendo a porta
- Alex Dunne, vencedor de duas corridas de F2 no início do ano e quinto no campeonato, deixou claro que não via um caminho real para a F1 com Woking, mesmo sendo um dos rostos mais agressivos e espetaculares do grid. O irlandês virou alvo de boatos envolvendo Red Bull e agora é citado nos bastidores como nome forte para um papel de reserva na Alpine em 2026, mantendo-se em F2 com a Rodin e pronto para ser “plugado” em qualquer vaga que apareça.
- Martinius Stenshorne fez uma temporada de F3 quase solo carregando a Hitech, terminou em quinto, subiu para a F2 no fim do ano e também seguiu o caminho de saída do programa, apostando em mais liberdade de mercado para mirar, no médio prazo, uma vaga ligada à Mercedes ou Sauber.
- Ugo Ugochukwu e Brando Badoer, ambos com bons flashes em Fórmula Regional no Oriente Médio, mas campanhas bem abaixo do esperado na F3 com a Prema, perceberam que tinham escorregado demais numa pirâmide cada vez mais afunilada. A mudança para carros “sem pintura papaya” e, depois, para novas equipes em 2026 simboliza o rompimento: tecnicamente seguem vivos no jogo, mas fora do guarda-chuva McLaren, com menos holofotes e mais necessidade de resultado imediato.
O murmúrio de paddock é que a mensagem para os próximos garotos é dura: constância, títulos e paciência, ou a fila anda rápido.
As novas apostas de Woking
- Leonardo Fornaroli chega como campeão de F3 e F2 em anos consecutivos, um currículo que o coloca no mesmo patamar histórico de nomes como Piastri em termos de “chegou ganhando tudo”. O italiano assume um papel de teste e desenvolvimento em 2026, com dias de pista e simulador, e vira automaticamente o primeiro nome citado em qualquer conversa sobre quem herdaria um cockpit se Norris ou Piastri ganharem asas para outro projeto no pós-2026.
- Richard Verschoor, veterano de cinco temporadas de F2 e terceiro na tabela, encaixa-se no molde perfeito de “super sub”: experiente, vencedor e pronto para ser jogado em qualquer carro de F1, WEC ou Indy se a McLaren precisar. No falatório entre engenheiros, ele é visto como aquele nome que pode salvar um programa de protótipo ou segurar um fim de semana de F1 em caso de emergência.
- Matteo De Palo, vice da FRECA e agora promovido à F3 com a Trident, forma com Freddie Slater e Noah Strømsted um trio que muitos no paddock apontam como “o grupo da morte” da categoria em 2026. Se De Palo brigar pelo título logo de cara, entra automaticamente na mesma prateleira que já lançou talentos direto de F3 para a F1 ou para funções de reserva muito bem cotadas.
- No universo F1 Academy, Ella Lloyd mantém o vínculo com a McLaren depois de ser a melhor novata e a mais consistente do grid, enquanto Ella Stevens entra já carregando o rótulo de sensação do kartismo KZ2 e dona do melhor tempo no teste de novatas da categoria. Entre as duas Ellas, cresce o rumor de que a McLaren quer ser a referência de pipeline feminino, usando a plataforma da F1 Academy como vitrine global e passo intermediário para Fórmula Regional e, mais à frente, F3.
- Nas bases do kart e F4, Dries Van Langendonck e Christian Costoya são tratados como “projeto de superestrela”: o primeiro já estreia vencendo na British F4 em sua terceira corrida, o segundo limpa a prateleira de títulos europeus de kart antes de saltar direto para o ambiente da F4 no Oriente Médio. Some a isso a entrada de Ella Häkkinen, filha de Mika, e o barulho nos bastidores é que a McLaren quer dominar a narrativa de “próximos grandes nomes” muito antes de qualquer rival.
Rivalidades e impacto para 2026
Caso o grid de F1 mantenha Norris e Piastri até o fim de 2026, a verdadeira guerra vai acontecer um degrau abaixo, em três frentes bem claras.
- Em F2, a rivalidade mais quente tende a envolver Fornaroli contra qualquer talento de academias rivais, especialmente Ferrari e Mercedes, porque cada vitória dele será tratada como pressão direta sobre as decisões de mercado de pilotos a partir de 2027. Se o italiano dominar a categoria e fizer testes fortes de F1, o diz-que-diz inevitável será: a McLaren terá coragem de segurar três talentos de elite sem abrir vaga?
- Em F3, De Palo x Slater x Strømsted já nasce como mini-campeonato interno da McLaren, ainda que apenas dois deles tenham vínculo direto com Woking neste momento. Cada ultrapassagem entre eles será tratada como argumento em reuniões futuras sobre quem merece um upgrade de suporte, mais dias de simulador ou, quem sabe, um teste oficial de F1.
- Nas categorias de base e F1 Academy, Lloyd, Stevens, Van Langendonck, Costoya e Häkkinen formam um núcleo em que qualquer título em 2026 pode redefinir prioridades dentro do programa, empurrando um nome para uma subida antecipada de categoria. Isso impacta diretamente a pirâmide de 2026: quanto mais esses jovens vencerem, maior será a pressão para McLaren e rivais ajustarem seus planos de longo prazo, inclusive em quem reserva assentos para o novo pacote técnico-regulamentar.
No fundo, o campeonato de 2026 nas categorias de base já tem um subtexto claro: quem vai chegar ao fim do ciclo de Norris e Piastri em melhor posição para herdar o carro papaya número 1 ou 2?
Sugestões de imagens sem direitos
Para ilustrar a matéria com segurança jurídica, vale apostar em:
- Fotos de arquivo de McLaren F1 e boxes (carros genéricos da equipe, boxes, mecânicos) obtidas em bancos como Unsplash ou Pexels, usando buscas como “McLaren F1 car”, “Formula 2 race”, “karting race” ou “single seater racing”.
- Imagens de corrida de F2/F3/F4 genéricas, sem identificação clara de patrocinadores, também em bancos livres, para representar Dunne, Fornaroli ou De Palo sem usar imagens protegidas especificamente.
- Prints ou fotos de redes sociais oficiais da McLaren, desde que respeitadas as políticas de uso editorial e com crédito adequado à equipe e ao fotógrafo, algo comum em coberturas jornalísticas
E você, leitor do Paddock Vip, apostaria em quem como “próximo papaya” da F1: Fornaroli, De Palo, Van Langendonck ou algum nome ainda mais ousado? Deixe seu palpite nos comentários e compartilhe a matéria com aquele amigo que vive discutindo rumores de mercado de pilotos no grupo do WhatsApp.
