Red Bull mexe na escala e aumenta o mistério
A Red Bull decidiu não colocar Max Verstappen na pista na abertura da segunda semana de testes de pré-temporada no Bahrein. A informação circulou inicialmente via GPblog, e caiu como uma pedrinha dentro do lago: não parece grande coisa… até as ondas começarem.
Porque, convenhamos: quando o piloto que virou referência do grid some logo no “Dia 1”, a pergunta não é “por quê?”, é “o que eles estão tentando esconder — ou proteger?”.
Hadjar assume o carro e ganha holofote que não estava no roteiro
Enquanto Verstappen fica de fora na quarta-feira, 18, quem assume o RB no dia inteiro é Isack Hadjar. E isso tem peso. Em testes, tempo de pista é moeda forte: quanto mais voltas, mais confiança no carro, mais leitura de pneus, mais entendimento de comportamento em stints longos.
Hadjar já havia tido uma participação relevante na primeira semana: viu Max trabalhar no primeiro dia, depois pegou o carro o dia inteiro no segundo. E no encerramento, dividiram a rotina — Verstappen de manhã, Hadjar na metade da tarde. A Red Bull, na prática, está repetindo o padrão: dar ao jovem um dia “limpo”, e ao campeão blocos bem cirúrgicos.
Só que agora a escolha chama mais atenção porque é no início da semana, quando equipes costumam empilhar voltas para validar correlação de dados (pista x simulador x túnel de vento).
O plano de Verstappen: dois dias, mas com “peso máximo”
A expectativa é que Verstappen faça sua primeira aparição na quinta-feira, , ficando o dia inteiro com o carro. Na sexta-feira, 20, ele volta apenas na parte da tarde. Em outras palavras: ele não está “fora dos testes”, mas a Red Bull quer Max em momentos específicos — e isso alimenta especulação.
Por trás das portas da garagem, esse tipo de decisão geralmente aponta para um destes caminhos (ou uma mistura deles):
- Ajuste de programa para validar peças novas em janela curta e controlada
- Priorização de stint representativo com combustível alto e simulação de corrida (mais útil do que caça a tempo)
- Gestão de risco: preservar o piloto e reduzir exposição se há componentes no limite de confiabilidade
- Estratégia de informação: esconder performance real e não entregar pistas ao resto do grid
E a Red Bull é mestre em jogar esse jogo.
200 voltas, P7 e uma diferença que não combina com o “normal” da Red Bull
Na primeira semana, Verstappen completou 200 voltas — volume respeitável — e fechou em sétimo no combinado. A melhor marca ficou a mais de segundo do tempo de Kimi Antonelli, o mais rápido das atividades.
Esse dado sozinho não crava nada, porque testes têm “armadilhas” óbvias: mapa de motor, carga de combustível, programa de pneus, correlação e até foco em coleta de dados ao invés de performance. Mas o paddock não vive só de planilha. Vive de leitura de entrelinhas. E quando a diferença é grande, o murmúrio aparece: a Red Bull estaria escondendo jogo… ou ainda procurando equilíbrio?
O tempero extra é que qualquer sinal de vulnerabilidade do carro do Verstappen vira combustível instantâneo para rivais — e para narrativas: “será que 2026 começa mais aberto do que parece?”.
O que isso pode mexer no campeonato
Se o cronograma estiver ligado a uma atualização importante ou a cautela com confiabilidade, o impacto pode ser sentido já nas primeiras corridas: menos quilometragem “limpa” com Max costuma atrasar o refinamento do acerto fino — principalmente em classificação, onde décimos viram posição de pista e posição de pista vira vitória.
Agora, se for apenas controle de programa e estratégia para manter o carro fora dos holofotes, então a Red Bull só está fazendo o que sempre fez: aparecer pouco, falar menos ainda… e atacar forte quando vale ponto.
E você, acha que a Red Bull está escondendo jogo ou existe motivo de preocupação real com o RB no Bahrein? Comenta aqui e segue acompanhando o Paddock Vip — porque esse tipo de decisão nunca é “só logística”.
