Carros 770kg rodam sem drama, Mercedes lidera voltas e paddock respira aliviado – mas rivais vigiam de perto
E se a F1 2026, com seus carros 30kg mais leves e regulamento revolucionário, virasse um quebra-quebra como em 2014? O paddock inteiro segurava a respiração nos primeiros dias de Barcelona, mas o que se viu foi um alívio coletivo: chassis rodando lisos, power units sem fumaça e engenheiros comemorando em silêncio.
A redução drástica para 770kg – aliada a crash tests mais rigorosos – tinha Williams e Aston Martin suando frio, com rumores de reforços estruturais atrasados ecoando nos boxes. Mas o grid entregou: Mercedes, Alpine, Haas e Audi acumularam voltas sem grandes sustos, provando que a engenharia da F1 evoluiu para um nível “insano”, como sussurram os insiders.
George Russell, da Mercedes, cravou nos bastidores: “Não vai ser como 2014, com metade do grid quebrando. Os times subiram muito o patamar”. Andrew Shovlin, chefe de engenharia de pista da Mercedes, reforçou: os pilotos relataram que o carro “se sente melhor na pista do que no simulador”, com driveability em dia apesar da complexidade extra em chassis, PU, combustível e eletrônicos.
Williams e Aston no canto da parede: atrasos expõem vulnerabilidades
Nem tudo foram flores no shakedown catalão. Williams confirmou ausência total dos cinco dias por “atrasos no FW48”, alimentando boatos de problemas no monocoque ou suspensão que vão além do burocrático. Aston Martin, por sua vez, rodou pouco e com cara de preocupação, confirmando as dificuldades evidentes para bater os novos limites de peso sem sacrificar rigidez.
Nos corredores, mecânicos trocam olhares: “Eles estão reforçando tudo às pressas, mas Barcelona não perdoa”. Enquanto isso, McLaren estreou o MCL40 só na quarta, escolhendo mistério estratégico, e Red Bull pulou o dia por acidente anterior de Hadjar – sinais de que nem os gigantes estão imunes.
O contraste é gritante com Mercedes: Russell e Antonelli somaram 150+ voltas nos dois primeiros dias, estabelecendo um benchmark de confiabilidade que faz rivais como Ferrari (ainda ausente) e Audi (com só quatro giros de Hülkenberg) repensarem planos.
Evolução silenciosa: F1 2026 mais madura do que o esperado
Esse teste privado não é sobre poles – é debugging puro, construção de base sem performance exposta. Mas o paddock já lê nas entrelinhas: a era 770kg não explodiu em caos porque os times injetaram “poder de engenharia brutal” em soluções radicais, de aerodinâmica ativa a gerenciamento de energia reinventado.
Russell resume o sentimento: “Só em Melbourne vamos sentir quem manda”. Até lá, Mercedes sai como referência moral, com Shovlin destacando a “boa posição” em dirigibilidade – um tapa indireto nos que patinam em simulações. Ferrari, com Hamilton e Leclerc de olho, precisa acelerar; McLaren joga xadrez; Williams reza por milagre no Bahrein.
Rumores de quilometragem e o jogo psicológico pré-Bahrein
O murmúrio nos pits vai além dos fatos: Mercedes “passeando” com 90+ voltas por dia alimenta especulações de que os prateados esconderam evolução no W17, enquanto ausências como Ferrari e Cadillac cheiram a cautela excessiva ou dor de cabeça real. Haas e Bearman causaram vermelhas, mas voltaram fortes; Audi parou cedo – o suficiente para o paddock duvidar de quem realmente lidera a corrida armamentista.
Essa confiabilidade precoce muda o tabuleiro: menos quebras em Melbourne significa batalhas puras de setup e estratégia, onde experiência como a de Hamilton pode brilhar – ou expor falhas como a troca tardia de engenheiro. Red Bull, lambendo feridas, e McLaren, com Piastri vingativo, lambem os beiços ante um grid mais parelho do que o temido.
No fim, Barcelona acalmou os ânimos: a F1 2026 começa suave, mas o paddock sabe que o verdadeiro teste é a pista sob pressão. Mercedes sorri primeiro, mas ninguém baixou a guarda.
Você compraria a aposta de “sem caos como 2014” ou vê armadilhas escondidas nesses testes? Comenta e segue o Paddock Vip – mais falatórios quentes vindo aí!
