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“Todos estão por isso”: bastidores da confiança de Lowdon na Cadillac após o shakedown de Barcelona

Um time novo, mas com cara de gente grande

Lowdon não economizou nas palavras ao falar do grupo que está montando a operação da Cadillac entre Silverstone, Indianápolis e Charlotte, destacando um ambiente em que engenheiros, mecânicos e pessoal de fábrica parecem remar na mesma direção desde o primeiro giro de roda. Segundo ele, há um respeito enorme pelo esforço coletivo de quem colocou um carro totalmente novo na pista em tempo recorde.
Nos bastidores, a sensação é de que a Cadillac quis evitar qualquer sinal de improviso típico de equipe estreante, apostando em nomes experientes de outras categorias, como Indy e endurance, para acelerar a curva de aprendizado interna.​​

Clima no paddock: curiosidade, comparação e uma certa pressão

Enquanto o carro amarelo e preto da Cadillac girava em Barcelona, o burburinho no paddock era inevitável: até onde esse projeto pode ir logo no primeiro ano das novas regras de 2026? A comparação com a estreia da Haas em 2016 volta o tempo todo nos comentários de engenheiros rivais, que lembram como o time americano chegou pontuando logo de cara – algo que a própria Cadillac admite ser pouco provável repetir, pelo nível atual de competitividade da F1.
Alguns chefes de equipe, em conversas em off, ainda veem o 11º time como mais uma variável política do que esportiva neste início, mas o discurso de Lowdon em Barcelona, focado em respeito ao grid atual e trabalho de longo prazo, começa a reduzir a ideia de que a Cadillac chegou apenas para “fazer número”.

O que o shakedown realmente mostrou

Do lado técnico, Lowdon fez questão de reforçar que o shakedown em Barcelona foi, acima de tudo, um exercício de confiabilidade e procedimentos – nada de buscar tempo de volta ou mapear performance real do carro ainda. Segundo ele, o time passou por todos os “niggles” clássicos de um carro novo, aquelas falhas de juventude que aparecem nos primeiros dias, mas conseguiu resolvê-las de forma progressiva, sem dramas.
A cada dia de pista, a equipe teria se tornado mais “enxuta” operacionalmente, com rotinas de garagem mais fluidas e comunicação mais clara entre as bases e o circuito, algo que costuma demorar bem mais tempo para uma estrutura que está, na prática, em seu quarto dia de vida com um F1 próprio.

Experiência no cockpit e impacto no vestiário

Um dos trunfos internos mais comentados é o peso da experiência de pilotos como Sergio Pérez e Valtteri Bottas na leitura do carro e no comportamento da equipe. Em um cenário em que “tudo é novo” – do volante aos protocolos de box – a Cadillac evitou o risco de colocar um estreante para apagar incêndios de estreia, apostando em dois veteranos com histórico de trabalho em diferentes equipes e filosofias de projeto.​
Nos bastidores, engenheiros apontam que o “pós-briefing” com a dupla é quase uma aula de benchmarking interno, misturando referências de Red Bull, Mercedes, Alfa Romeo e outras experiências acumuladas, o que encurta o caminho até um acerto básico competitivo.​​

Bahrain no horizonte: e agora, performance

Se Barcelona foi o laboratório de confiabilidade, o foco agora vira claramente para a velocidade pura nos testes do Bahrain, marcados para 11 a 13 e 18 a 20 de fevereiro, onde a Cadillac finalmente terá de começar a mostrar números mais palpáveis no cronômetro. Lowdon fala em “sentimento muito positivo” para chegar ao Oriente Médio, mas sem inflar expectativas: a própria liderança do projeto mantém a linha de que 2026 será um ano de aprendizado duro, em meio a um grid nivelado por cima.
Dentro do paddock, a leitura é direta: se a Cadillac conseguir se aproximar do ritmo de equipes do meio do pelotão ainda em 2026, o recado estará dado; se sofrer para sair do fundo, o discurso de longo prazo e “primeiro passo de uma jornada” será testado pela paciência de fãs, imprensa e, claro, dos rivais que não querem virar alvo de um novato ambicioso.

No fim das contas, o que o shakedown de Barcelona deixa claro é que a Cadillac não chegou à Fórmula 1 para brincar – mas também não se ilude com atalhos. E você, acha que esse espírito de união e realismo é suficiente para transformar um projeto em potencial protagonista nos próximos anos ou o burburinho é maior que o ritmo? Conta nos comentários e segue acompanhando o Paddock Vip para cada novo capítulo dessa novela que promete agitar o grid até a estreia em 2026.

Redação

Jetec Infor

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