Uma nova cara americana pisa firme no paddock da F1
Imagine o barulho ensurdecedor da Times Square no silêncio de um box de Fórmula 1. É nessa mistura de mundos que a Cadillac decidiu dar sua largada no esporte mais elitista do planeta. A marca da General Motors chegou à F1 mostrando que não teme o espetáculo — e que, quando fala em “presença global”, entrega isso com toda a pompa que só uma gigante americana poderia.
Durante o intervalo do Super Bowl, um dos eventos mais assistidos do planeta, o público foi surpreendido por uma aparição nada discreta: o primeiro carro de Fórmula 1 da Cadillac. Pouco depois, o mesmo modelo surgiu reluzente sob as luzes da Times Square, em Nova York, como se o coração da América estivesse avisando ao mundo: os EUA estão voltando de vez à F1.
Um carro, duas metades e uma mensagem
O carro impressiona antes mesmo de acelerar. Com uma pintura “duas cores”, preta do lado direito e branca do lado esquerdo, o modelo transmite uma dualidade clara entre tradição e modernidade, algo que o CEO da marca, Dan Towriss, definiu como “ousado, moderno e inconfundivelmente americano”.
Cada traço da pintura parece calculado para provocar — é como se o carro fosse metade sombra, metade luz, carregando o espírito competitivo da Cadillac e o desafio de estrear no campeonato mais técnico do planeta.
O visual rapidamente despertou comentários no paddock, com comparações ao clássico design da British American Racing de 1999, que usava um layout duplo semelhante, anos antes de se tornar a base da atual Mercedes. Coincidência ou provocação? No mundo da Fórmula 1, nada é por acaso.
Bastidores e impacto no grid
Nos bastidores, comenta-se que a GM quer projetar a Cadillac como símbolo de inovação e tecnologia americana, apoiando-se fortemente no braço de inteligência artificial TWG AI, que também estampa sua marca no carro. É uma clara jogada de marketing e poder — uma forma de dizer que a nova equipe chega para competir não apenas na pista, mas também na narrativa global da categoria.
O primeiro chassi da Cadillac já girou em Silverstone e participou do teste de pré-temporada em Barcelona, com novas sessões previstas no Bahrein antes da estreia oficial em Melbourne, em março. A expectativa é enorme. Se o desempenho acompanhar o impacto visual, o grid da F1 pode estar prestes a ganhar uma nova potência — metade sombra, metade luz, mas 100% americana.
E você, acredita que a Cadillac pode transformar sua estreia estilosa em resultados concretos na pista?
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