Um fim de tarde que mudou o clima no Bahrein
George Russell fechou o Dia 1 da segunda semana de testes no topo com 1min33s459 — e o detalhe que fez mecânico e engenheiro levantarem a sobrancelha foi o timing: ele só foi à pista na segunda metade do dia e, mesmo assim, arrancou a P1 no apagar das luzes.
O golpe foi cirúrgico: tirou Oscar Piastri do alto da tabela por apenas 0s010, num daqueles recados que não precisam de entrevista para virar manchete no motorhome.
Piastri e McLaren: rapidez real ou “modo teste”?
Piastri tinha assumido a liderança com 1min33s469 usando o C3 médio, superando o tempo que Leclerc sustentava desde a manhã — e por um bom período parecia que a McLaren sairia do circuito com a narrativa do dia.
Só que Russell virou o jogo no final, e aí entra o falatório típico de pré-temporada: teria a Mercedes escondido jogo durante horas para “mostrar” só quando a pista estivesse na janela ideal? Ninguém confirma em voz alta, mas a execução do dia alimenta essa especulação.
Leclerc liderou cedo, mas o Bahrein pediu outro enredo
Charles Leclerc foi o mais rápido da manhã com 1min33s739 e se manteve como referência até a tabela começar a despencar na sessão vespertina.
Na leitura de paddock, Ferrari parece firme, porém o recado de hoje é outro: quando Mercedes e McLaren decidiram apertar, o topo ficou fora do alcance do tempo matinal — e isso sempre mexe com o humor dos rivais.
Bastidores: bandeira vermelha, cara fechada e “flow-vis” por todo lado
A tarde teve bandeira vermelha quando Lance Stroll rodou e ficou preso na caixa de brita na curva 11; na retomada, ele apareceu voltando a pé com expressão contrariada, imagem que costuma virar termômetro de tensão interna.
Também rolou o “carnaval técnico” do flow-vis (aquela pintura neon para analisar aerodinâmica), com Ferrari, Red Bull e Williams usando o recurso para colher dados — sinal de que muita equipe ainda está caçando correlação entre túnel, CFD e pista real.
Bortoleto no top-10: um respiro brasileiro no meio do caos
Gabriel Bortoleto começou discreto, mas melhorou forte no fim e colocou a Audi no top-10 do dia, marcando 1min35s511 e ficando perto do ritmo de Franco Colapinto.
Em teste, posição vale menos que entendimento de carro — mas para o piloto, para o box e para a torcida, terminar o dia com número “bonito” na tabela sempre dá moral (e tira pressão).
No fim das contas, o Dia 1 deixou uma pergunta martelando no paddock: a Mercedes está apenas “encaixando o pacote” mais rápido que os outros, ou Russell encontrou uma volta de ouro num momento perfeito de pista? Com a temporada começando na Austrália, cada décimo agora vira munição para rumor, leitura torta e rivalidade inflamada.
E você: essa P1 do Russell é sinal real de força da Mercedes ou típico blefe de testes? Comente e siga acompanhando o Paddock Vip — porque o diz-que-diz do Bahrein só está começando.
