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Ferrari joga gelo na empolgação no Bahrein e mira processos

Quilometragem alta, mas Vasseur freia a euforia

A Ferrari saiu da primeira semana de testes de pré-temporada no Bahrein com números que chamam atenção: muita volta completada, trabalho limpo e um carro que, pelo menos no básico, aparenta nascer bem. Foram 421421 voltas em três dias — praticamente no topo do pelotão em volume — e ainda com Lewis Hamilton e Charles Leclerc aparecendo entre os melhores tempos da sessão, terceiro e quarto, respectivamente.

No quarto dia (quarta, 18), a rotina seguiu no mesmo ritmo: mais 144144 voltas somadas entre os dois pilotos, com Leclerc em terceiro e Hamilton em sétimo no cronômetro. Só que Frédéric Vasseur fez questão de puxar o freio de mão na narrativa pública: nada de se comparar com McLaren, Red Bull, Mercedes ou qualquer outro rival. A ordem do dia, segundo ele, é focar na própria Ferrari e, principalmente, nos processos.

“Satisfeito? Sim e não”: o recado nas entrelinhas

A frase de Vasseur tem aquela cara de quem está falando para dois públicos ao mesmo tempo. Para fora, ele tira pressão: “não devemos estar satisfeitos”. Para dentro, ele manda um sinal de cobrança: mesmo com testes “muito bons” — e só um pequeno problema no dia — ainda há uma montanha de trabalho.

O pano de fundo é gigante: 2026 chega com regulamento técnico novo e, na prática, reinicia a F1. Quase nada do que servia como referência em 2025 vira garantia agora. Isso muda tudo: desde como o carro reage em stints longos até como as equipes interpretam correlação de túnel de vento, simulador e pista. Quando Vasseur fala em “assimilar” regras difíceis, ele está dizendo, em bom português do paddock, que ainda tem muita margem para erro — e que quem errar o caminho de desenvolvimento no começo pode pagar caro.

Por que a Ferrari evita comparar com as rivais

No Bahrein, os tempos são uma vitrine tentadora, mas também uma armadilha. Carga de combustível, mapeamento de motor, programas diferentes e até prioridades de coleta de dados fazem o cronômetro mentir (ou, no mínimo, contar só metade da história). É por isso que Vasseur aposta numa leitura mais realista: vão ser necessárias algumas corridas para entender a “ordem de forças” de verdade.

E aqui entra o murmúrio que sempre acompanha a Ferrari: quando a equipe anda muito e não fala muito, geralmente é porque está tentando proteger um ponto forte — ou esconder uma fragilidade antes que os outros farejem. O fato de Hamilton e Leclerc estarem girando bastante e sem drama sugere uma SF-26 com base sólida, e isso, em ano de regulamento novo, vale ouro. Quem começa com confiabilidade e entendimento de plataforma costuma destravar performance mais cedo.

Ao mesmo tempo, o próprio Vasseur lembra que o grid de 2026 deve virar um tabuleiro em movimento: atualizações frequentes, pacotes mudando corrida a corrida, e um cenário que pode ser bem diferente do início ao fim do campeonato. Para o fã, isso é promessa de temporada viva. Para a Ferrari, é aviso: não adianta começar bem e estacionar.

A F1 volta aos testes nesta quinta-feira (19), às 4h4h de Brasília, e cada hora de pista no Bahrein vai ser tratada como parte de um quebra-cabeça maior. A pergunta que fica, e que já circula entre olhares e cochichos no paddock, é simples e deliciosa: a Ferrari está escondendo jogo… ou finalmente aprendeu a construir um campeonato desde fevereiro?

Comente: você acha que a Ferrari está realmente na frente em 2026 ou que os rivais estão blefando no Bahrein? E siga acompanhando o Paddock Vip para as próximas atualizações — porque esse início de temporada promete barulho.

Redação

Jetec Infor

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