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Crise na Aston Martin: bateria, falta de peças e medo de um ano perdido

Honda quebra o silêncio, mas acende o alerta

O problema que parou Alonso na quinta-feira não foi “apenas mais uma falha de teste”: a própria Honda veio a público para admitir que a unidade de potência sofreu um problema ligado ao sistema de bateria, o suficiente para obrigar a equipe a encerrar o dia e reescrever todo o plano de volta à pista. A fabricante japonesa explicou que levou o caso direto para Sakura, colocou a HRC para rodar simulações em banco de testes e, diante da limitação de componentes disponíveis, orientou um último dia de treinos baseado quase só em stints curtos e bem controlados.

Na prática, isso significou um terceiro dia em Bahrein com Aston Martin presa na garagem, carro ligado, mas sem confiança para ir para a pista com tranquilidade. Em um cenário de pré-temporada tão curto, cada saída perdida pesa como ouro desperdiçado – e rivais diretos como Ferrari, McLaren e Mercedes seguiram virando voltas longas enquanto o time verde via o cronômetro correr do pit wall.

AMR26 atrasado, equipe tensa e Stroll dispara

O clima já não era leve desde o shakedown em Barcelona, quando o AMR26 estreou mais tarde do que o planejado e com dias já prejudicados por problemas de confiabilidade. Em Bahrein, a soma de travamentos, dificuldades de acerto e quilometragem baixa deixou a Aston Martin com o menor número de voltas do grid em parte da fase de testes, algo que internamente já é tratado com muita cautela.

É nesse contexto que a frase de Lance Stroll cai como um balde de água fria: o canadense chegou a dizer que a equipe pode estar “quatro, quatro segundos e meio atrás” dos líderes neste início de ciclo, admitindo que há muito desempenho a encontrar antes da estreia na Austrália. Teste engana, todos sabem, mas ninguém dentro da Aston Martin está usando isso como conforto – é consenso no time que o carro precisa dar um salto grande em pouco tempo para não começar o ano já em modo de contenção de danos.

Alonso entre confiança em Newey e incômodo nos bastidores

Fernando Alonso, do lado dele, tenta equilibrar o discurso entre apoio ao projeto e uma sinceridade que sempre incomoda quem está devendo no cronômetro. O bicampeão tem repetido que confia no trabalho liderado por Adrian Newey, mas não esconde que a Aston Martin inicia essa nova era “um pouco atrás” dos principais rivais e que perder boa parte de Barcelona transformou Bahrein no primeiro teste realmente útil para entender o AMR26.

Nos bastidores, a leitura é clara: Alonso sabe que Newey costuma construir campeões, mas também sabe que, se a base do projeto nasce com falta de confiabilidade e atraso de desenvolvimento, esse atraso tende a ser pago em parcelas dolorosas ao longo do campeonato. A frustração aumenta quando o espanhol vê Ferrari, McLaren e até Mercedes virando simulações de corrida enquanto ele precisa descer do carro por causa de falha de bateria e falta de peças na prateleira.

Honda sob escrutínio e a sombra da pressão de 2026

Do lado da Honda, o discurso oficial é de trabalho intenso e confiança de que tudo será solucionado, mas o timing não poderia ser pior: a parceria com a Aston Martin é um projeto de longo prazo, pensado para colocar o time no patamar de briga por títulos justamente neste novo regulamento. Qualquer falatório sobre fragilidade da unidade de potência logo no nascedouro vira munição para rivais que juram ter chegado mais prontos para essa transição técnica.

É aí que a combinação “falha de bateria + falta de componentes” ganha peso de novela de paddock: não se trata só de um carro parado, mas de uma estrutura inteira que parece ainda não ter encaixado as engrenagens entre fábrica, fornecedora de motor e operação de pista. Internamente, já se fala que as primeiras corridas podem servir mais como extensão da pré-temporada do que como ataque real ao pelotão da frente, algo impensável para um projeto que traz Alonso, Newey e a chancela oficial da Honda.

Se Lance Stroll conseguir fechar o pouco de programa restante em Bahrein sem novos sustos, Aston Martin ao menos terá dados mínimos para montar um pacote de sobrevivência para a Austrália. Mas, por enquanto, a sensação é de que o time que sonhava em começar 2026 como protagonista chega a Melbourne mais preocupado em não tomar volta do que em buscar pódios – e isso, para um garagista que mirava o topo, machuca o ego tanto quanto o cronômetro.

E você, acha que essa turbulência é apenas um tropeço inicial ou o sinal de que a era Aston–Honda começou com o pé esquerdo? Comenta lá embaixo, conta o que você espera do Alonso, do Stroll e do AMR26, e segue acompanhando o Paddock Vip para cada novo capítulo dessa história – se tiver barulho de rádio nervoso ou carro parando na curva, a gente vai estar lá dentro do paddock trazendo tudo.

Redação

Jetec Infor

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