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Mercedes Junior Team 2025: promessas, cortes e murmúrios para 2026

Imagina que, nos corredores de Brackley, já tem engenheiro apostando café em qual desses júniores da Mercedes vai furar a fila e virar protagonista na F1 antes da hora – e quem vai ser engolido pela própria pressão do programa mais lotado do grid.

O pano de fundo da história

Em 2025, a Mercedes viveu um ano simbólico: Andrea Kimi Antonelli subiu à F1, ajudou o time a garantir o vice no Mundial de Construtores e marcou a primeira vez em que os dois titulares da equipe eram formados em casa pelo programa júnior. Ao mesmo tempo, o time de Toto Wolff lotou sua academia com 12 nomes, da F3 ao kart, e agora começa a apertar o funil para 2026, mexendo silenciosamente na lista de pupilos no site oficial. Noah Strømsted, Yuanpu Cui, Alex Powell e Julia Montlaur “sumiram” da página, enquanto outros oito seguem lá, alimentando o falatório sobre quem ainda tem futuro com a estrela de três pontas.

Quem está mais perto da F1?

Noah Strømsted virou o nome mais quente da academia ao fechar seu primeiro ano completo de F3 pela Trident em sexto na tabela, com 84 pontos, pódios na Austrália e em Imola e uma vitória importante no sprint de Spa. Ele fica na F3 com a mesma equipe em 2026, o que, no cenário atual do superlicença, o coloca como o júnior da Mercedes com caminho mais curto para um possível chamado relâmpago ao grid – seja como reserva de luxo, seja num “emprestado” de última hora.

Doriane Pin, por sua vez, fez algo que sempre chama atenção em Brackley: título logo de cara em uma categoria nova do ecossistema oficial da F1. A francesa dominou a F1 Academy em 2025 com a Prema, em cores Mercedes, vencendo em Shanghai, Miami, Canadá e Las Vegas, somando pódios em todas as etapas e batendo Maya Weug por 172 a 157 pontos. Ainda sem confirmação oficial de onde corre em 2026, ela é alvo de boatos que a ligam tanto a um assento totalmente financiado em Fórmula Regional quanto a uma vaga de destaque em endurance, como passo híbrido para manter o apoio da marca.

As histórias que inflam o paddock

  • Rashid Al Dhaheri
    O emiradense acumulou pódios em Fórmula Regional no Oriente Médio, fechando o campeonato em sexto, e viveu um ano mais instável na FR Europe, terminando em oitavo com lampejos fortes em Misano, Budapeste e Le Castellet. Ele testou com a campeã R-ace GP no inverno, e há murmúrios de que pode virar peça-chave num acordo técnico entre Mercedes e equipes da FRECA para 2026 – um típico movimento de bastidor para lapidar um futuro “piloto de mercado árabe” para a marca.
  • Alex Powell
    O jamaicano-americano é o veterano da academia e teve um 2025 de altos e baixos: vice na F4 Middle East com vitórias em Dubai e Lusail, pódios e vitória no E4 em Mugello, e dois triunfos em Italian F4, também em Mugello, antes de despencar de rendimento no fim do ano. Sem plano oficial anunciado para 2026, o grande diz-que-diz do paddock é uma ida à Eurocup-3 com a Campos, movimento visto como teste definitivo para saber se ele ainda é projeto de F1 ou “apenas” um embaixador forte de marketing para a Mercedes em um calendário mais periférico.
  • Ethan Jeff‑Hall
    Recém-saído de títulos no kart e na Ginetta Junior, o britânico estreou em 2025 na F4 Britânica e fechou o ano em quinto com sete pódios, vitória em Silverstone e uma aparição muito sólida na corrida suporte da F1, também em Silverstone. No ambiente interno da Mercedes, o comentário é que Jeff‑Hall virou o “projeto Russell 2.0”: consistente, cerebral e perfeito para ser encaixado em caminhos tradicionais via F4–FRECA–F3, mirando pontos de superlicença a médio prazo.
  • A base do “mini-campeonato”
    Na kartagem, James Anagnostiadis foi vice no Europeu FIA de OK e largou da pole no Mundial antes de terminar em quarto, enquanto Kenzo Craigie foi campeão da Champions of the Future Euro Series após boa campanha na Europa e quinto lugar no Mundial. Luna Fluxá encarou um ano pesado no OK, terminando mais atrás nas tabelas, mas ganhou o prêmio real: passo para monopostos em 2026 com a Campos na F4 Espanhola, integrando o pacote de colaboração Mercedes–Iron Dames que busca uma nova estrela feminina de longo prazo. Já Many Nuvolini e Julia Montlaur seguem no nível mais jovem, com resultados mistos, porém muito observados pelo projeto conjunto Mercedes–ADAC de “caça ao próximo alemão de elite”, o que promete mexer com o mapa da base a partir de 2026.

E o impacto no grid de 2026?

O grande ponto de tensão é que Mercedes já confirmou George Russell e Kimi Antonelli para 2026, fechando as duas vagas da equipe de fábrica antes mesmo de os júniores subirem mais um degrau. Sem janela direta em Brackley, a luta vira guerra de bastidores por assentos satélite, especialmente em equipes clientes de motor Mercedes, como Williams, e em programas paralelos em endurance e GT que possam manter esses talentos “na órbita” certa.

Para o campeonato de 2026, o impacto mais imediato não é tanto quem entra, mas quem fica pronto o bastante para ser jogado no fogo se o mercado enlouquecer – uma lesão, uma rescisão inesperada, uma bomba política. Noah Strømsted se destaca como candidato mais óbvio a um FP1 ou a um substituto emergencial, enquanto Doriane Pin pode se tornar o nome que empurra, de vez, a discussão sobre uma mulher no grid na virada de 2026 para 2027, dependendo de onde ela correr no próximo passo.

Agora é contigo, torcedor de sofá e fiscal de talento alheio: qual desses júniores da Mercedes você acha que chega primeiro à F1 – Stromsted, Pin, Powell ou alguém que ninguém está olhando? Deixa nos comentários a tua aposta para 2026 e acompanhe o Paddock Vip para não perder nenhuma nova notícia de bastidor quando o mercado de pilotos explodir de vez.

Redação

Jetec Infor

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