Imagina que toda a máquina de talentos da Red Bull resolvesse sacudir a Fórmula 1 e suas categorias de base de uma vez só: quem estaria subindo, quem estaria na corda bamba e quem já virou conversa de bastidor para 2026?
A virada de era: Lindblad e o fim da “era Marko”
A grande narrativa que sai de 2025 é clara: o programa júnior continua entregando pilotos à F1, mas o processo ficou mais impiedoso do que nunca. Arvid Lindblad, com apenas 18 anos, sai de um ano irregular na F2 – sexto no campeonato, três vitórias e 134 pontos – direto para o grid da Fórmula 1 com a Racing Bulls em 2026, tornando‑se um dos mais jovens estreantes da história.
Ao mesmo tempo, a Red Bull perdeu Helmut Marko, cérebro e executor das decisões da academia por décadas, deixando a responsabilidade nas mãos de Guillaume Rocquelin, o “Rocky”, que agora precisa provar que consegue manter a engrenagem girando sem o velho general austríaco dando as ordens. Essa combinação de mudança de comando com promoção acelerada de Lindblad aumenta o falatório no paddock: a Red Bull está abrindo uma nova fase ou apenas dobrando a aposta no risco?
2025: entre triunfos, frustrações e despedidas
O balanço esportivo de 2025 da academia é um prato cheio para murmúrio de bastidor: 14 pilotos passaram pelo programa ao longo do ano, mas o grupo encolheu para 12, com cortes e incertezas por todos os lados.
- Arvid Lindblad: dominou a FR Oceania no início do ano para garantir os pontos de Superlicença, venceu na F2 em Jeddah, Barcelona e Yas Marina, mas faltou consistência para brigar pelo título; ainda assim, foi o suficiente para carimbar o passaporte para a F1 com a Racing Bulls.
- Nikola Tsolov: depois de dois anos discretos na F3, explodiu em 2025 com o vice‑campeonato, duas vitórias e seis pódios, incluindo um atropelo em Mônaco, o que rendeu promoção à F2 com a Campos em 2026 como único representante da academia na categoria.
- Mattia Colnaghi: campeão dominante da Eurocup‑3, com múltiplas vitórias e título garantido antes da final, garantindo vaga na F3 pela MP Motorsport em 2026 já com selo oficial de Red Bull Junior.
- Ernesto Rivera: três vitórias e sete pódios na Eurocup‑3, quarto no geral e segundo entre os rookies, o que lhe rende salto para a F3 com a Campos e status de “projeto de longo prazo” dentro da academia.
- Fionn McLaughlin: título da F4 Britânica com sobras, depois de um início avassalador na Formula Winter Series, garantindo promoção para a F3 com a Hitech e consolidando o irlandês como uma das apostas mais comentadas para o pós‑2026.
Do outro lado da moeda, as despedidas foram duras. Pepe Martí, mesmo com três vitórias em corridas sprint na F2 e um início melhor que o de Lindblad, deixou o campeonato no meio da temporada para correr na Fórmula E com a Cupra, encerrando sua era como júnior apesar de seguir como atleta Red Bull. Niklas Schaufler anunciou nas redes sociais que estava fora do programa após um ano sólido, mas sem pódios, na F4 Espanhola e Eurocup‑4, reforçando a sensação de que “bom” já não é suficiente para ficar.
Falatório forte: quem está na corda bamba?
Os cortes oficiais não contam toda a história; é nos detalhes que o diz‑que‑diz cresce. Atualizações discretas no site da Red Bull fizeram sumir nomes como Oliver Goethe, Tim Tramnitz, Christopher El Feghali e Jules Caranta, acendendo a suspeita de uma limpeza silenciosa no elenco.
- Goethe teve lampejos na F2 com a MP, incluindo pole no Qatar e chances de vitória em Monza, mas uma combinação de erros, má sorte e resultados irregulares deixou seu futuro com a marca em aberto.
- Tramnitz terminou a F3 em quarto, mas perdeu a disputa interna por uma vaga na F2 para Goethe e Gabriele Minì, e já é ligado a uma mudança de foco para a Fórmula E, que quase sempre significa adeus ao “projeto F1” dentro da Red Bull.
- Caranta, Tarnvanichkul e El Feghali tiveram campanhas decentes em Eurocup‑3/4 e F4, mas entraram em 2026 sem programa anunciado, alimentando o rumor de que só contratos muito pontuais, ou mesmo o fim da ligação, estão na mesa.
Enquanto isso, a base mais jovem segue sendo afiada: Scott Kin Lindblom, Chiara Bättig e Rocco Coronel vão encarar temporadas completas de F4 em 2026, especialmente na altamente competitiva F4 Britânica com a Hitech, um laboratório perfeito para descobrir quem aguenta a pressão desde cedo.
Como tudo isso mexe com a F1 e o campeonato de 2026?
No topo da pirâmide, o impacto é direto: a Racing Bulls abre 2026 com Arvid Lindblad ao lado de Liam Lawson, ambos ligados à Red Bull, enquanto Isack Hadjar assume o posto de companheiro de Max Verstappen na equipe principal. Isso significa que, já em 2026, o ecossistema taurino terá três pilotos formados na sua própria academia espalhados entre as duas equipes, transformando qualquer erro em munição para debates sobre quem merece cada cockpit.
Caso Lindblad surpreenda e enfrente bem o fogo cruzado da F1 moderna, a narrativa dominante será a de que a academia continua funcionando como fábrica de campeões e que o caminho “karts → F3 → F2 → F1 em tempo recorde” segue validado. Mas se o britânico penar contra Lawson e o resto do grid, o falatório inevitavelmente vai migrar para Tsolov, Colnaghi, Rivera e McLaughlin como “próximos salvadores”, aumentando ainda mais a pressão sobre a geração F2/F3 que ainda nem chegou ao auge.
Para a luta de construtores de 2026, isso também pesa: uma Racing Bulls com novato sob pressão e um Lawson tentando provar que merece voltar à Red Bull pode tanto estourar em resultados surpreendentes quanto afundar em erros de aprendizado, afetando diretamente a capacidade do grupo de experimentar estratégias, peças novas e acertos radicais sem comprometer pontos importantes.
Agora é a vez do leitor entrar no diz‑que‑diz do paddock: quem é o próximo nome da academia da Red Bull que realmente tem cara de campeão de F1 – Tsolov, Colnaghi, Rivera, McLaughlin ou alguém que ainda nem chegou na F3? Deixa a opinião nos comentários, conta qual desses talentos você vê batendo de frente com Verstappen num futuro próximo e já aproveita para seguir o Paddock Vip e acompanhe para não perder nenhuma notícia quente sobre a nova geração taurina rumo à temporada 2026.
